
Surgida da espuma do mar, como uma sublime alucinação, Afrodite era a deusa da mitologia grega que reunia os maiores poderes divinos sobre a vida intima e sentimental dos débeis imortais.
Mãe de cupido, fruto da sua união matrimonial com Vulcano, Deus do fogo, atribuem-se-lhe numerosas e fogosas relações extra matrimoniais com outras entidades míticas, entre as quais Marte, Deus da guerra. Tudo o que esta relacionado com ela e com o seu nome é associado a palavra sexo, umas vezes de forma dissimulada, outras, de maneira mais evidente.
Da civilização grega, o tempo presente herdou a sabedoria residual e o encanto dos seus mitos, que penetraram no mais profundo dos costumes e reaparecem camuflados sob o aspectos de hábitos e de superstições populares. Hoje, Afrodite adquiriu força lendária e reencarnou sob a forma de produtos naturais, medicamentos ou receitas gastronómicas, que se aribuem qualidades afrodisiacas, isto é, efeitos catalizadores do apetite sexual. Verdade? Mentira? As respostas, em algumas ocasiões, possuem certeza e rigor da comprovação cientifica; noutras, pelo contrário, diluem-se no limbo da fé e resvalam para aquele sinuoso caminho da mais férrea crençaque costuma promover "milagres".

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