quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estereótipos sexuais


Os homens e as mulheres não são assim tão diferentes, pelo menos não tanto como os antigos papeis sexuais socialmente atribuídos pretendiam: um espartilho que limitava cada uma das suas decisões, atitudes e acções. Segundo esses estereótipos, modelados por costumes machistas que condicionavam o comportamento, as mulheres eram pouco vocacionadas para o sexo e estavam disponíveis para o prazer pleno durante as relações sexuais. Pelo contrário, os homens, obcecados pelo sexo, mantinham uma sexualidade profusa e continuada, e estavam sempre preparados para o coito. A realidade não correspondia à teoria, mas esta era suficientemente forte para que essa convicção se conservasse inalterável.
Contudo, na intimidade dos casais começaram a notar-se transformações que contrariam a verdade deste modelo sexual. Assim, as respostas masculinas e femininas revelam as verdadeiras características que diferenciam os sexos em alguns aspectos, e noutros os complementam, não se devendo, no entanto, cair em posições extremas ou em generalizações. Perante a verdade dos factos, a sexualidade moderna abandonou definitivamente a teoria da supremacia de um sexo sobre o outro, para instaurar a procura de um equilíbrio entre ambos que assenta na satisfação das diferentes necessidades de cada um dos amantes. A solução para alcançar a partilha do gozo máximo encontra-se precisamente na satisfação dessas particularidades.

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