As palavras chave são querer, poder e saber. Quase uma declaração de princípios de vida aplicados ao sexo.
Querer é sentir o apetite a aumentar, o desejo sexual a crescer à velocidade da luz e apoderar-se de cada recanto da mente e do corpo, com vista a satisfazer um impulso primitivo.
Poder é estar na posição de obedecer ao que o desejo gritantemente pede, àquele instinto básico que nos impele para o sexo. É sentir-se em plenitude e ter a certeza de que se pode responder a essa força natural.
Saber é reflectir desapaixonadamente, possuir o conhecimento exacto, técnico, preciso, prático e eficaz da maior parte das técnicas destinadas a exaltar o prazer sexual nas suas múltiplas formas.
Sem desejo, não há sexo e, quando existem disfunções, ele nunca é total. Sem conhecer as técnicas e segredos adequados para explorar as sensibilidades ocultas e as zonas erógenas clássicas, a mediocridade invade as sensações e o objectivo perseguido, e a plenitude do gozo sublime transforma-se numa quimera.

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