quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Zonas erógenas femininas


Vamos ver se os homens que eventualmente lerem este blog conseguirão assimilar alguma desta informação para conseguirem proporcionar momentos únicos a sua parceira, e não apenas simples sexo.

As zonas erógenas da mulher encontra-se mais descentralizadas. Os três pontos básicos são a boca, os seios e os genitais. No entanto, é tão ampla a escala de sensibilidades de quase todo o corpo que se pode bem dizer que uma mulher desfruta plenamente em toda a extensão da sua pele e que o seu prazer pleno, entendido como orgasmo, se expande a partir e para todos os recantos do seu corpo.

Simples carícias nos lóbulos das orelhas ou no pescoço podem incendiar uma mulher e leva-la quase a loucura e excitação extrema. Contribuem também para isso carícias com as pontas dos dedos nas fontes. Os lábios e a boca são outro dos pontos máximos de prazer, cuja estimulação com beijos pode provocar também uma reacção assinalável nos genitais e nos mamilos. Existe um fio condutor extremamente sensível que une a boca, os seios e o complexo genital-anal, que funciona como o princípio condutor de energia para o cérebro.

Qualquer estímulo realizado adequadamente nesta áreas motiva a reacção em cadeia das outras. Esta configuração não e casual: a informação do prazer que chega ao cérebro da mulher, que se encontra no extremo caminho indicado, o períneo, justamente a zona da pele mais sensível no corpo feminino, entre a vulva e o ânus. O resto do corpo, contudo, também apresenta múltiplas zonas que provocam reacções de prazer na mulher, em maior ou menor grau, consoante a pessoa. A zona interna dos braços e das axilas, as costas, o umbigo e a parte debaixo do abdómen, na fronteira com o monte-de-vénus, a parte internadas coxas e por trás dos joelhos, a parte de baixo das costas e a sua continuação para as nádegas constituem todos eles zonas da pele cujos terminais nervosos enviam mensagens de prazer ao serem estimuladas.

Os seios merecem uma referência à parte, porque são outro núcleo emissor de gozo. As carícias, as lambidelas, mordidelas, simples toques com a ponta da língua ou ate com os dedos humedecidos com uma substancia oleosa, provocam a erecção dos mamilos, um indubitável sinal de excitação feminina. Porem, os homens deverão proceder com cuidado, já que a intensidade da sensibilidade não e igual em todos os seios, e isso pode fazer com que o tipo de estimulação gratificante numa mulher se torne incómodo e doloroso com outra.

As nádegas e o ânus constituem outros centros nevrálgicos na mulher; à medida que se avança do exterior do anel do esfíncter que rodeia o orifício anal, a quantidade de terminais nervosos aumenta proporcionalmente. Aquela pequena e altamente sensível coroa pode provocar sensações extremamente agradáveis de se cumprir a protocolo da lubrificação, manipulação e, uma vez relaxada, a penetração.

Muito ricos em terminais nervosos e, portanto, extremamente erógenos, são os lábio da vulva. A sensibilidade aumenta gradualmente de fora para dentro ate uma certa profundidade. A superfície interior dos lábios, provoca ondas eléctricas quando manipulada com destreza, suavidade e sem precipitação. Mas o ponto mais sensível do corpo da mulher é, sem dúvida alguma, o clítoris. Quando é acariciado, exercendo-se a pressão exacta com os dedos, com os lábios ou com a língua, reage crescendo e endurecendo. A partir de então, a sua adequada e continuada estimulação, ainda que com ritmo variado, pode conduzir a mulher ao êxtase.

Zonas erógenas masculinas


Podem ate ficar a questionar-se o porque deste post, mas acreditem que ainda existem pessoas que desconhecem por completo os seus próprios corpos, imaginem o que conhecerão do corpo do seu parceiro.



As respostas sexuais e os estímulos físicos que as provocam encontram-se centradas nas zonas erógenas. A zona de maior sensibilidade dos homens situa-se na parte central do seu corpo: os genitais, o ânus e as nádegas. Todavia, a estimulação de outras partes do corpo também pode obter resposta sexual, em maior ou menor grau: os mamilos, os lóbulos das orelhas, os lábios, o pescoço, o umbigo, a parte interna das coxas são algumas dessas áreas. O roçar da ponta da língua com os mamilos da mulher ou com longas e afiadas unhas femininas aumentam ainda mais a reacção dos terminais nervosos dessas zonas, de modo que multiplicam a excitação. No entanto a zona erógena por excelência é a genital, que responde ao mais pequeno toque.

Dentro desta área hipersensível existem pontos quentes de sensibilidade extrema a serem explorados. O escroto, de pele rugosa, provoca uma grande estimulação, tal como os testículos que se encontram no seu interior, ainda que estes requeiram o máximo cuidado ao serem acariciados, posto que qualquer excesso pode tornar-se bastante doloroso. Um centro de prazer oculto é o que se localiza entre a base do pénis e o ânus. Já directamente no pénis, também se descobrem pontos de maior sensibilidade. Esta aumenta à medida que se sobe pelo tronco do membro. Da parte sensível da pele que estica com a erecção passa-se à glande, que multiplica o grau de percepção e reage perante a estimulação, provocando ondas de prazer, particularmente na sua coroa.

O núcleo de sensibilidade encontra-se na abertura da uretra e no freio, que transmitem cargas de gozo muito potentes. As zonas circundantes do ânus e das nádegas proporcionam prazer quando acariciadas, e para muitos homens são um apelo erótico fortíssimo.

O que elas "precisam"


Em geral as mulheres precisam de um processo mais prolongado de estimulação para conseguir um nível de excitação adequado que lhes permita manter relações sexuais. Não é, contudo, fácil determinar, porque esses estímulos são emocionais e não estão directamente relacionados com o aspecto físico, mas com os contextos, situações e cargas sensuais e atmosféricas que conduzem ao sexo. Por vezes, os homens não atentam a este tipo de estímulos e não sabem a partir de quando a mulher se encontra preparada nem que esse jogo preliminar pode surgir com o aroma do ambiente ou com um olhar insistente e cálido e prolongar-se ate ao coito. Isto deve-se seguramente a ela conseguir ir aumentando a sua estimulação ao mesmo tempo que se mostra muito receptiva. Nessa cerimonia previa existem dois tempos que e preciso respeitar: um enquanto esta vestida e outro enquanto a despem. As carícias no pescoço e em todo o corpo, mesmo ate através da textura do tecido da camisa, enquanto esta vestida, aumentam o grau de sensibilidade da mulher e constituem um passo para a excitação e para o momento desejado. Este jogo encerra, inclusivamente, algumas limitações que se tornam tão excitantes para ela: meter a mão por baixo da saia para acariciar as coxas ate a cima, mas só ate tocar na lingerie, e depois enfiar a mão por dentro da blusa ou da camisa para lhe acariciar a região abdominal e brincar com os dedos desenhando a linha do soutien.

Estas práticas constituem os preparativos para a segunda parte do jogo preliminar, que consiste em despi-la. Se adopta o papel passivo perante a iniciativa do seu amante, deixar-se-á despir por ele, esperando que cada parte do seu corpo fique a descoberto seja mimado com carícias e beijos, o que implica um processo longo e pausado. Pelo contrário, se adopta um papel protagonista e tem confiança de si mesma, alem de despir o amante pode brinda-lo com o espectáculo de despir-se sensualmente perante os seus olhos. Algo que, ao mesmo tempo, é muito sugestivo para ela, já que, desse modo, tem nas suas mãos o tempo da sedução e controla a situação, que aumenta também, gradualmente, a excitação.

Movimentos excitantes

Durante o coito, a sincronização de movimentos da mulher e do homem proporcionam uma harmonia ao acto que torna mais natural o crescimento equilibrado da excitação. Os movimentos "persecutórios" são algo de muito semelhante ao jogo entre o gato e o rato. Com o pénis dentro da vagina, ele empurra o mais fundo possível, imediatamente a seguir ela retira-se, escapando. A sequência repete-se varias vezes. Depois é ela quem persegue e ele quem escapa. Nos movimentos contrários, um dos dois amantes, em pleno coito, dá o sinal, e o outro responde com movimentos inversos. Se ele roda o pénis no interior da vagina, quando para, inicia ela o movimento similar com as ancas, mas em sentido contrario (com isto o casal ira estimular duplamente os terminações nervosas nas paredes vaginais, proporcionando uma dose extra de prazer).

Se ela insere o membro profundamente e inicia uma sucção ascendente e descendente, o movimento seguinte do seu parceiro será mover o seu pénis de um lado para o outro. No coito alternado, os movimentos são os tradicionais, conforme a posição escolhida, só que se estabelece um ritmo descontinuo, por exemplo, a quatro investidas dele, ela permanece passiva, e quando ele para, ela realiza outras quatro investidas, e assim sucessivamente.

O que eles "precisam"


O apetite sexual parecia ser um bem comum que todos os homens exerciam de forma natural, como andar ou falar. As grandes mudanças sociais contribuíram também para alterar essa falsa imagem. Hoje, fala-se cada vez mais da relação íntima entre o stress e o cansaço de que padecem muitos homens, devido aos longos e tensos dias de trabalho, e que é a causa da ausência de apetite sexual. A tensão pode ter, inclusivamente, efeitos físicos que ultrapassam a falta de erecção e atingir a qualidade do esperma. Face a estas circunstâncias, é importante conseguir desenvolver de novo o homem ao sexo, para que dele desfrute plenamente, visto que a resposta imediata aos estímulos, uma característica própria do seu desempenho biológico, começa a ser posta em causa.

A preparação da relação sexual com jogos preliminares prolongados, é algo que os homens consideram necessário para que a mulher consiga a excitação. Pensava-se que existiam dois ritmos distintos: mais rápidos para o homem e mais lentos para a mulher. Todavia, actualmente, os jogos prévios são considerados uma fase imprescindível também para o homem, não apenas porque pode necessitar de ultrapassar barreiras psicológicas que o impedem de se manifestar sexualmente, como porque começa a aprender e a desfrutar, sem urgências, a preparação do coito.

A "cerimónia" de tirar a roupa é sempre um aliciante extra. Esta cerimónia agrada a muitos homens; que as mulheres os dispam e que sejam eles a despi-las. Outra opção é que a mulher se disponha a oferecer um streap-tease particular, com a carga erótica que este contem, sobretudo se vestiu para a ocasião lingerie sugestiva. Apesar de o homem se motivar bastante quando observa os movimentos de uma mulher enquanto se despe, também se excita se lhe desabotoam a camisa enquanto lhe lambem o peito ou brincam com a sua roupa interior, baixando-a tão devagar que o pénis não consegue libertar-se da "doce" tortura que o oprime e que o impede de se erguer na plenitude.

Certos gestos, como ela ir tirando a roupa, num processo propositadamente lento, dando-lhe a cheirar a soutien, bem como acaricia-lo com suaves roupas de seda ou cetim, provocam no homem uma evidente resposta sexual. Já sem roupa, alguns homens preferem uma carícia genital directa, do escroto ate à glande. Outros aceitam com agrado uma técnica concêntrica que consiste em acariciar as zonas erógenas mais afastadas do pénis aproximando-se do destino num caminho semelhante ao da espiral do caracol, em cujo centro se encontra o órgão genital.

Estereótipos sexuais


Os homens e as mulheres não são assim tão diferentes, pelo menos não tanto como os antigos papeis sexuais socialmente atribuídos pretendiam: um espartilho que limitava cada uma das suas decisões, atitudes e acções. Segundo esses estereótipos, modelados por costumes machistas que condicionavam o comportamento, as mulheres eram pouco vocacionadas para o sexo e estavam disponíveis para o prazer pleno durante as relações sexuais. Pelo contrário, os homens, obcecados pelo sexo, mantinham uma sexualidade profusa e continuada, e estavam sempre preparados para o coito. A realidade não correspondia à teoria, mas esta era suficientemente forte para que essa convicção se conservasse inalterável.
Contudo, na intimidade dos casais começaram a notar-se transformações que contrariam a verdade deste modelo sexual. Assim, as respostas masculinas e femininas revelam as verdadeiras características que diferenciam os sexos em alguns aspectos, e noutros os complementam, não se devendo, no entanto, cair em posições extremas ou em generalizações. Perante a verdade dos factos, a sexualidade moderna abandonou definitivamente a teoria da supremacia de um sexo sobre o outro, para instaurar a procura de um equilíbrio entre ambos que assenta na satisfação das diferentes necessidades de cada um dos amantes. A solução para alcançar a partilha do gozo máximo encontra-se precisamente na satisfação dessas particularidades.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Um pouco de história, Afrodite


Surgida da espuma do mar, como uma sublime alucinação, Afrodite era a deusa da mitologia grega que reunia os maiores poderes divinos sobre a vida intima e sentimental dos débeis imortais.
Mãe de cupido, fruto da sua união matrimonial com Vulcano, Deus do fogo, atribuem-se-lhe numerosas e fogosas relações extra matrimoniais com outras entidades míticas, entre as quais Marte, Deus da guerra. Tudo o que esta relacionado com ela e com o seu nome é associado a palavra sexo, umas vezes de forma dissimulada, outras, de maneira mais evidente.

Da civilização grega, o tempo presente herdou a sabedoria residual e o encanto dos seus mitos, que penetraram no mais profundo dos costumes e reaparecem camuflados sob o aspectos de hábitos e de superstições populares. Hoje, Afrodite adquiriu força lendária e reencarnou sob a forma de produtos naturais, medicamentos ou receitas gastronómicas, que se aribuem qualidades afrodisiacas, isto é, efeitos catalizadores do apetite sexual. Verdade? Mentira? As respostas, em algumas ocasiões, possuem certeza e rigor da comprovação cientifica; noutras, pelo contrário, diluem-se no limbo da fé e resvalam para aquele sinuoso caminho da mais férrea crençaque costuma promover "milagres".

Rumo à plenitude II

Posições precisas e carícias inocentes, um beijo dado no lugar e no momento adequados transformam-se em testemunhos de afecto e em estímulos sexuais. É o momento fantástico em que se ultrapassa a indiferença, e o desejo entra em actividade. Apalpar a pele do outro para lhe provocar sensações agadáveis visa um determinado objectivo: os movimentos e a pressões, os pontos culminantes e detonadores da explosão inesperada são específicos e é preciso descobri-los.
Lá nas profundezas obscuras do gozo total, reside o saber ancestral, transformado em técnicas sexuais teóricas e práticas. Apenas conhecendo-as em todas as suas facetas, se iluminam os espaços interiores que despertam as emoções mais fortes, os gritos e os gemidos mais penetrantes. Para o conseguir é necessário desdobrar-se e ser audaz e criativo em todas as frentes: recorrer à ajuda de todos os auxiliares; fazer uma viagem de ida e volta ao mais profundo da imaginação para elaborar as fantasias mais gratificantes; descobrir os recentos menos explorados do corpoe fazer deles o centro das atenções, quer com companhia, quer na solidão; associar-se permanetemente à desinibição para evitar que a repressão ponha barreiras no caminho que conduz ao prazer total; animar-se a fruir das vantagens do sexo em grupo e descobrir pequenos segredos que despoletam a líbido.

Rumo à plenitude


As palavras chave são querer, poder e saber. Quase uma declaração de princípios de vida aplicados ao sexo.

Querer
é sentir o apetite a aumentar, o desejo sexual a crescer à velocidade da luz e apoderar-se de cada recanto da mente e do corpo, com vista a satisfazer um impulso primitivo.

Poder
é estar na posição de obedecer ao que o desejo gritantemente pede, àquele instinto básico que nos impele para o sexo. É sentir-se em plenitude e ter a certeza de que se pode responder a essa força natural.

Saber
é reflectir desapaixonadamente, possuir o conhecimento exacto, técnico, preciso, prático e eficaz da maior parte das técnicas destinadas a exaltar o prazer sexual nas suas múltiplas formas.

Sem desejo, não há sexo e, quando existem disfunções, ele nunca é total. Sem conhecer as técnicas e segredos adequados para explorar as sensibilidades ocultas e as zonas erógenas clássicas, a mediocridade invade as sensações e o objectivo perseguido, e a plenitude do gozo sublime transforma-se numa quimera.